Sua Fachada com Infiltração? Fale Conosco Agora
Atualizamos constantemente nossos registros com novas imagens, histórias e informações dos projetos que realizamos. Cada obra traz novos desafios, aprendizados e resultados que fazem parte da nossa trajetória.
Em alguns momentos, registramos detalhes marcantes da execução e da evolução dos serviços. Em outros, compartilhamos resultados que realmente surpreendem pela transformação e valorização das edificações.
Seguimos sempre evoluindo e dividindo um pouco dessa jornada com quem acompanha o trabalho da Cordas & Cores
Que incrível!
1856
No século XIX, uma das maiores revoluções da tinta aconteceu quase por acaso — e mudou o mundo para sempre.
Até então, as tintas eram feitas com pigmentos naturais raros, caros e difíceis de produzir. Cores vibrantes, como o roxo, eram praticamente exclusivas da realeza. Isso porque o pigmento mais valorizado da época, conhecido como “púrpura de Tiro”, era extraído de moluscos — e milhares deles eram necessários para produzir pequenas quantidades.
Tudo mudou em 1856, quando um jovem químico inglês chamado William Henry Perkin tentava criar um medicamento contra a malária em seu laboratório. Durante o experimento, ele acabou produzindo acidentalmente uma substância com uma cor roxa intensa e brilhante.
Em vez de descartar o erro, Perkin percebeu o potencial daquela cor. Ele havia criado o primeiro corante sintético da história: o “mauveína”.
Essa descoberta revolucionou completamente a indústria da tinta e dos pigmentos. Pela primeira vez, era possível produzir cores vibrantes em larga escala, com custo mais baixo e maior durabilidade. O que antes era exclusivo da elite passou a ser acessível para a população.
A partir desse momento, a tinta deixou de ser apenas algo artesanal e passou a fazer parte de uma nova era industrial, abrindo caminho para as tecnologias modernas que usamos até hoje — inclusive nas tintas técnicas e de alto desempenho aplicadas em fachadas e estruturas.
O mais curioso?
Uma das maiores revoluções da história da tinta nasceu de um erro em laboratório.
Desenhando com giz por todo lugar
1903
Uma curiosidade interessante é que o giz e a tinta de parede têm uma ligação direta na forma como interagem com a superfície.
O giz, feito basicamente de carbonato de cálcio (o mesmo material presente em rochas calcárias), é extremamente poroso. Quando você escreve com ele, ele solta um pó fino que se fixa nas pequenas irregularidades da superfície — exatamente o mesmo princípio que faz a tinta aderir à parede.
Inclusive, muitas tintas de parede modernas usam cargas minerais semelhantes ao giz (como calcário moído) na composição. Isso ajuda a dar corpo, cobertura e acabamento fosco à tinta.
Ou seja:
👉 O giz “gruda” por causa da porosidade da superfície.
👉 A tinta também depende disso — só que, ao invés de soltar pó, ela penetra e forma uma película resistente.
Indo mais além
1960
Uma curiosidade bem interessante sobre a tinta emborrachada é que ela funciona quase como uma “pele elástica” para a parede.
Depois de seca, ela forma uma película flexível que consegue acompanhar pequenas movimentações da estrutura — algo comum em prédios por variação de temperatura, vento ou até acomodação natural da construção. Diferente das tintas comuns, que podem rachar com o tempo, a emborrachada “estica” junto com a superfície.
💡 E aqui vai o ponto mais curioso:
Essa elasticidade permite que ela vede microfissuras de até cerca de 0,3 a 0,5 mm, ajudando não só na estética, mas também na impermeabilização da fachada.
Ou seja, não é só pintura — ela atua como uma camada de proteção contra infiltração, aumentando a durabilidade da estrutura.
Isso explica por que ela é tão usada em fachadas externas e prédios: além de deixar bonito, ela realmente protege o patrimônio.